Implantado no coração da vila, na emblemática Rua Conselheiro Miguel Dantas, fronteiro ao jardim público, o Arquivo Municipal de Paredes de Coura, aberto ao público desde o dia 5 de Maio de 2008, está vocacionado para a preservação do património documental concelhio, com valor informativo e de memória.
O projecto de arquitectura e respectivo apetrechamento implicou um orçamento de 1.1. milhões de euros, mediante comparticipação do ex- IAN/TT, fundos comunitários e verbas da Autarquia.
Neste sentido, compete ao Arquivo Municipal gerir a produção documental dos serviços da edilidade, bem como zelar pelos acervos documentais existentes no concelho.
No singular edifício de arquivo cruzam-se dois tempos: o passado e o presente. Para valorizar o património construído foi remontada a antiga fachada da Casa do Couçoeiro e ainda a capela, contígua, do senhor da Cana Verde.
Dotado de cinco áreas de depósito, salas de recepção de documentos, higienização e limpeza, conservação e restauro, gabinetes técnicos e de um bloco inteiramente destinado ao público, que compreende uma ampla sala de leitura, recepção e instalações sanitárias, o novo serviço está também apetrechado com sistemas de climatização, anti-intrusão e contra-incêndio.
A documentação mais antiga remonta ao séc. XVII, ao rico e diversificado Arquivo Privado da Casa do Outeiro, doado à Autarquia por familiares dos Viscondes do Peso de Melgaço.
Convém ainda salientar os fundos da Câmara Municipal; Administração do Concelho; Arquivo Privado de Miguel Dantas; Arquivo da Colónia Agrícola da Boalhosa; acervos das escolas primárias do concelho e arquivo do Ensino Recorrente.
No campo da dinamização cultural, estão a ser promovidas visitas guiadas aos estabelecimentos de ensino do concelho e a outras entidades locais que o solicitem.
Ainda no âmbito da extensão educativa, há outras iniciativas em curso como a organização de exposições, conferências alusivas aos acervos e outras acções de índole pedagógica, no intuito de estimular o conhecimento sobre a história do concelho.
A interacção com a comunidade é também uma constante, conforme atestam os constantes “Autos de Entrega” de documentos, sinal da valorização que os courenses conferem às suas raízes.