Estamos numa zona de característico povoamento disperso. As habitações espalham-se pelos terrenos de cultivo em singelos aglomerados de poucas casas modestas.
Aqui e além, integradas nos domínios agrícolas, surgem as Casas Grandes, rodeadas das suas quintas.
Casa Grande é a designação local do solar tradicional minhoto, residência de aristocratas fundiários, a sua opulência ou discrição eram tanto maiores ou menores, quanto a grandeza e o poderio económico das famílias proprietárias e contrastava com as modestas residências das famílias de agricultores. Casas Grandes como a de Romarigães (Romarigães), Outeiro (Agualonga), Santana da Seara (Ferreira), Afe (Mozelos) e Antas (Rubiães), denotam traços arquitectónicos multifacetados, quer na planta e alçados quer mesmo nos elementos decorativos que foram enriquecidos essencialmente durante o séc. XVIII.
A Casa de Brasileiro, que surge a partir de meados do séc. XIX, tem o seu expoente máximo na casa da Quinta da Ponte, em Mantelães, Formariz, um edifício neoclássico, de frontaria simples mas marcante, envolta num belíssimo jardim romântico, onde abundam recantos com fontes e lagos, e onde se demarca um pequeno torreão neogótico, em tempos mirante e casa de chã.
Os edifícios populares, confinam-se a plantas e alçados tradicionalmente simples e sóbrios, onde a funcionalidade como unidade de produção agrícola prevalecia sobre outros aspectos menos práticos ou meramente estéticos