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Ocupação Humana Recua a tempos imemoriais a presença humana no território que é, hoje, o concelho. São muitos os vestígios pré-históricos, apesar da intensa actividade que, desde há milénios, revolveu os solos, transformou as paisagens, modificou as culturas e a organização da ocupação humana do território. Após cerca de dezena e meia de anos de investigação, escavações e análises, será em breve publicada a "Carta Arqueológica" do concelho. História Resta-nos, do período romano, documentação significativa, desde as tégulas às moedas, passando pelos vestígios de "villae", aqui e além. Mas os monumentos mais visíveis e imponentes são os marcos miliários, da via militar romana de Braga a Astorga, de que também há ainda vestígios. Mais perto de nós - mas ainda assim anterior à fundação de Portugal - há referência à igreja de Cunha, in Coyra, numa doação de D. Teresa e seu filho D. Afonso Henriques à Sé de Tui. Noutros documentos dessa época aparecem referências a muitas outras freguesias do concelho. As inquisições de D. Afonso III confirmam-no. A designação corrente era a de "Terras de Coyra". No reinado de D. João I surge o nome de concelho, sem que a anterior seja abandonada. Há evidências da existência de um foral "velho", que não foi ainda encontrado, mas a que até o foral "novo" de D. Manuel parece fazer referência. Este foral é de 13 de Abril de 1515. Nesta época, o limite norte do concelho era o rio Minho. Durante a guerra da Restauração, este concelho foi o centro das operações militares contra a Galiza e de defesa contra as invasões espanholas. Aqui se travou a gloriosa batalha, que ficou conhecida na História por "Combates da Travanca" (1663). Neste concelho se preparava o abastecimento, não só deste exército, como de algumas praças da margem do rio Minho. Por isso, a corte de D. João IV lhe concedeu a designação de "Celeiro do Minho". A grande produção cerealífera manteve-se através dos séculos, até meados do século XX, quando o depauperamento da agricultura de subsistência ditou o seu declínio, que, a partir dos anos '60 desse século, a guerra colonial e a emigração maciça acentuou e concluiu. O nome actual surge na década de '70 do século XIX, quando a sede do concelho foi transferida de Mantelães para a freguesia de Paredes e foi criada a comarca (1875), por agregação dos nomes da freguesia e do concelho.
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